quinta-feira, 6 de novembro de 2008

POLÍCIA PRENDE TRÊS HOMENS ENVOLVIDOS NA MORTE DOS DOIS SARBENTOS DA PM.

Fotos dos acusados do duplo latrocínio, armamento e capuzes utilizados pelos mesmos



Cel. Resende, Comandante do Policiamento Militar da Capital

O Comando do Complexo de Operações Especiais (Cope), da Coordenadoria das Delegacias da Capital (Copcal) e do Comando do Policiamento Militar da Capital (CPMC) apresentaram na manhã desta quinta-feira, dia 6, na Superintendência da Polícia Civil, os resultados das investigações em torno dos homicídios de dois sargentos da PM, que aconteceram no último domingo, dia 2.

Uma força tarefa da Polícia Civil e Militar prendeu na última segunda-feira, dia 3, os primeiros integrantes de uma quadrilha responsável pelo assassinato dos sargentos da Polícia Militar, Roberto Lima Pereira e Adilson Ferreira, ocorrido na noite de domingo nas dependências de um restaurante, no povoado Calumbi, em Nossa Senhora do Socorro. Foram presos Rogério dos Santos, 21 anos, conhecido como 'Doca', Eduardo Batista dos Santos, 31, o 'Muqueca' e Eronaldo de Jesus, 21, o 'Ninho'. Outros seis integrantes continuam foragidos, mas todos já foram identificados pela polícia.

De acordo com o diretor do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), delegado Marcelo Cardoso, os assaltantes roubaram R$ 11 mil do restaurante e confirmaram que os sargentos foram mortos porque há alguns dias eles teriam orientado a dona do estabelecimento a demitir um dos seus funcionários, que estaria furtando no restaurante. O funcionário demitido era sobrinho da proprietária e, por vingança, decidiu roubar a tia e matar os dois policiais.

A polícia confirma que o ex-garçom tinha informações privilegiadas do local e sabia exatamente quanto teria de renda naquele dia e horário, bem como que poderia assassinar os dois policiais pegando-os de surpresa. O delegado Marcelo Cardoso afirmou que ele cooptou oito homens para roubarem o local e que, de todos os integrantes da quadrilha, apenas três sabiam que estavam ali para matar os militares.

Segundo a coordenadora das delegacias da capital, delegada Carina Rezende, dos seis foragidos, quatro têm mandados de prisão decretados e histórico criminal muito vasto. Os delegados revelaram que todos moravam no município de Socorro, por isso se comunicavam por meio de gestos para evitar serem reconhecidos pelas pessoas do povoado. "Chegamos à quadrilha através de depoimentos de moradores da localidade e das três pessoas presas até o momento", explicou Carina.

Para se ter uma idéia da periculosidade da quadrilha, um dos envolvidos, que está foragido, participou de uma chacina no bairro Santa Maria no ano de 2006. "Já temos a localização deles e é uma questão de tempo todos serem presos", assegurou Marcelo, recordando que após o crime eles não fugiram de carro como havia sido cogitado. "A caminhonete parada no povoado pertencia a um amigo dos militares", explicou.

Crime premeditado - O delegado Marcelo Cardoso disse que a morte dos dois policiais foi premeditada e que o assassinato começou a ser desenhado há duas semanas. A polícia já sabe qual o papel de cada integrante da quadrilha e confirmou que dos nove assaltantes, Eduardo e Rogério foram os responsáveis por vistoriar o local durante todo o dia, três mataram os policiais, dois foram direto ao caixa e dois serviram de informantes.

Após o crime, os assaltantes entraram no mangue atirando para o alto e, de lá, seguiram para a casa do mentor do assassinato, onde dividiram o dinheiro do assalto. Os acusados também levaram a pistola que pertencia ao sargento Roberto Lima. O comandante do policiamento militar da capital, coronel Aelson Rezende, confirmou também que um dos assaltantes pretendia estuprar uma menina que estava no local, mas foi impedido por um dos integrantes do bando, provavelmente, o sobrinho da proprietária.

A polícia apreendeu com os três assaltantes duas espingardas calibre 28 e um calibre 12, três capuzes, quatro munições, duas jaquetas, uma faca peixeira e a pistola de um dos sargentos mortos, recuperada pela Coordenadoria de Polícia da Capital. Todos os envolvidos serão indiciados por formação de quadrilha e latrocínio.

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